Caos na Saúde: recém-nascidos em risco pela falta de cirurgiões pediátricos no Ceará
O Ceará enfrenta uma grave crise na saúde pública. Crianças recém-nascidas estão em risco de morte por falta de equipes de cirurgia pediátrica nos principais hospitais do estado, como o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), o Hospital Waldemar de Alcântara e o Hospital Albert Sabin.
O presidente do União Brasil Ceará, Capitão Wagner, esteve no HGF para denunciar a interrupção do serviço e cobrar do governo do Estado providências urgentes. “A vida de uma criança não pode esperar. Elmano precisa agir imediatamente”, destacou Wagner.
Conforme o Sindicato dos Médicos do Ceará, a interrupção da prestação de serviços médicos foi comunicada em ofício pela Cooperativa de Trabalho de Clínica Médica do Ceará (CoopClinic). O documento revela que, desde dezembro de 2023 no HGF e desde novembro de 2024 nas demais unidades da rede SESA, os atendimentos vinham ocorrendo sem respaldo contratual, apenas por indenização administrativa. Essa situação, além de colocar vidas em risco, expõe a cooperativa a sérios problemas jurídicos e administrativos.
Capitão Wagner apurou que a falta de cirurgiões pediátricos já vinha prejudicando o atendimento a crianças no Hospital Waldemar de Alcântara, e até mesmo o Hospital Albert Sabin, referência em pediatria, corre risco iminente de desassistência. “É um caos generalizado”, critica o representante do União Brasil.
“Enquanto isso, o governador Elmano de Freitas, que prometeu zerar a fila de cirurgias até o final de 2023, não apenas descumpriu o compromisso, como hoje permite que hospitais estratégicos fiquem sem equipes de cirurgia pediátrica por pura falta de gestão e planejamento”, desabafou Wagner.
Em sua avalição, essa negligência cobra um preço altíssimo: vidas de recém-nascidos. “Não se trata de números em uma planilha, mas de crianças que poderiam ser salvas se houvesse responsabilidade administrativa e prioridade real com a saúde pública”, completa.
Capitão Wagner lembra que o caos já atinge a segurança e a educação no Estado, e agora se agrava também na saúde. “É inaceitável que o governo feche os olhos para uma tragédia que poderia ser evitada com algo básico: gestão e compromisso com a vida”, concluiu.